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Resenha: O Apanhador no Campo de Centeio

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Uma amiga comentou, durante muitos anos, sobre a vontade de ler este livro, porém nunca encontrava o mesmo. Então, quando encontrei a possibilidade de lê-lo, fiquei extremamente feliz.


 

Romance escrito por J. D. Salinger em 1951, está ambientado em 1946, apenas 1 ano após o término da 2ª Guerra Mundial. A obra segue um tempo anacrônico, pois é narrado a partir da consciência do personagem e suas lembranças.

Neste livro, conhecemos Holden Caulfield, um adolescente de 16 anos que acaba de reprovar e ser expulso da escola pela 4ª vez. Holden não sabe realmente como agir após esta expulsão, pois seus pais acreditam que, desta vez, ele está se esforçando, tirando boas notas e não se metendo em confusões. Para adiar a volta para casa e não ter que enfrentar a fúria de sua família, o menino tente adaptar-se aos últimos dias na escola antes das férias. Porém a escola o deixa enojado pela forma como as pessoas agem e por fingirem ser o que não são. Então ele foge para Nova York no meio da noite.

Ao invés de ir para casa, Holden decide se instalar em um hotel e permanecer lá até a data em que voltaria para casa de férias. Permanece lá durante 3 dias, fazendo novos amigos, tentando reencontrar velhos conhecidos e analisando a sua vida. Porém, como seu dinheiro pé limitado, a única alternativa que encontra é voltar para casa, enfrentar seus pais e matar a saudade de Phoebe, sua irmã.

Ao longo do livro, percebemos claramente as angústias do personagem, um jovem rebelde, de classe alta, em uma época em que a sociedade buscava pelo tão aclamado “Sonho Americano”. Muito mais do que os acontecimentos, os pensamentos de Holden nos fazem refletir sobre o vazio da alma, a futilidade e a necessidade de se encaixar em um papel estabelecido pela sociedade, temas atemporais, que necessitam serem refletidos até os dias atuais. O jovem é egoísta, impassível, mentiroso, covarde, desajustado e irresponsável, mas também é sensível e ama sua irmã. O título do livro retrata o momento em que Caulfied reflete sobre seu papel na sociedade e percebe que não conseguiria ter alguma profissão convencional, mas se imagina em um campo de centeio cuidando para que várias crianças não caiam pelo abismo.

É uma história que merece ser lida e relida por pessoas de todas as idades. Merece ser discutida e debatida, além de ser feita reflexão sobre diversos aspectos de nossas vidas que são comparáveis a vida de Holden. Será que vale a pena se deixar levar pela sociedade? O que pesa mais: nossa vontade de agradar a sociedade ou nossos desejos em relação a nossa vida?

Resenha: As Cinco Pessoas que Você Encontra no Céu

As_cinco_pessoas_que_vc_encontra_no_ceu2Este livro não é muito conhecido e foi escrito por Mitch Albom. Existe um filme de mesmo nome baseado neste livro.

Admito não saber exatamente como esta resenha vai se desenrolar, pois a mensagem que o livro passa supera quaisquer palavras que eu conheça.


Tudo começa com Eddie, um senhor de 83 anos que trabalha em um parque de diversões. A história parece começar pelo “fim”, no dia do 83º aniversário de Eddie e também dia de sua morte.

Veterano de guerra e mecânico de parque de diversões durante boa parte da vida, Eddie é amargurado, com o coração repleto de rancores e arrependimentos. Sua morte ocorre quando o senhor arrisca-se a salvar uma garotinha em um acidente com um brinquedo do parque.

Após sua morte, Eddie encontra cinco pessoas que fizeram parte de sua vida. Essas pessoas talvez não tenham participado diretamente da vida de Eddie, porém algumas ações dele interferiram na vida das cinco pessoas.

A narrativa ocorre de forma anacrônica, ao mesmo tempo em que Eddie vai encontrando as pessoas, vai lembrando-se de fatos que ocorreram em diversas fases de sua vida.

A mensagem que fica é de que todos nós somos importantes durante nossas vidas e que nossos atos interferem direta ou indiretamente na vida de outras pessoas.

Com certeza é um livro recomendado para todas as pessoas que irá emocionar e fazer refletir muito!